Área do Cliente

Com a tecnologia solar fotovoltaica cada vez mais avançada, os cientistas conseguem extrair ao mesmo passo o potencial dessa energia que usa o Sol como fonte. Uma das mais empolgantes iniciativas realizadas com essa matriz energética é o projeto Solar Impulse, um avião que está cruzando o mundo movido apenas por energia solar. Sua jornada começou, depois de mais de uma década de planejamento, em março de 2015, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, e pretende cruzar o mundo numa jornada de 32 mil km divida em 13 etapas, das quais nove já foram cumpridas.

Pilotado pela dupla de aviadores Bertrand Piccard e André Borschberg, o avião deve realizar uma missão aparentemente impossível: ser a primeira aeronave a dar uma volta ao mundo sem o uso de combustível fóssil e nenhuma emissão de poluentes, a base apenas da captação dos raios solares por meio da tecnologia fotovoltaica. Para tanto, a fuselagem do avião é equipada com 17 mil células fotovoltaicas capazes de transformar a luz solar em energia e armazena-la para que a aeronave consiga voar mesmo durante a noite.

De acordo com a organização, o objetivo dessa viagem é o de promover o uso de energia limpa e renovável, demonstrando que tecnologias limpas podem alcançar metas “impossíveis”. Segundo os organizadores: “Se uma aeronave pode voar dia e noite sem combustível, todos podem usar essas mesmas tecnologias na terra para preservar os recursos naturais e elevar a qualidade de vida.” Além disso, o Solar Impulse espera ser uma contribuição ao mundo da exploração e inovação para a causa das energias renováveis. Para os integrantes da missão é preciso mobilizar o entusiasmo da população por grandes aventuras em favor de tecnologias que irão permitir a redução da dependência em combustíveis fósseis e induzir emoções positivas sobre energias renováveis.

A última viagem concluída do Solar Impulse foi em julho de 2015, do Japão ao Havai (EUA), tornando-o o primeiro avião movido a energia fotovoltaica a realizar uma travessia transoceânica, além de ter sido uma das viagens mais perigosas das jornadas. Com cerca de 8 mil km, o voo foi o mais longo da história realizado por uma aeronave movida a luz do sol. A viagem teve duração de cinco dias ininterruptos, o que tornou o trajeto ainda mais difícil para o piloto suíço, Borscheberg, de 62 anos, que dormia durante períodos de 20 minutos ao longo da viagem.

A próxima etapa será em abril deste ano e o piloto Bertrand Piccard assumirá os comandos do Solar Impulse, que irá do Havai até Phoenix, no Arizona (EUA). Isso porque, a cabine do avião comporta apenas uma pessoa e ambos os pilotos devem revezar em cada jornada. Durante o voo, uma equipe estará em terra, em Mônaco, ajudando a manter a rota e a prever condições meteorológicas. Além do cansaço, as condições climáticas influenciam diretamente a jornada do Solar Impulse. A força do vento e a presença de chuvas, por exemplo, podem tornar a viagem mais lenta. Mas o piloto espera contar com a ajuda da natureza.

O avião movido a energia solar Solar Impulse sobrevoando uma das cidades definidas em sua jornada para dar a volta ao mundo.

A dupla de pilotos Bertrand Piccard e André Borschberg que conduzem o Solar Impuse em suas jornadas.

Compartilhe: