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Veículos elétricos devem representar dois terços, 60 %, da frota nas cidades e países mais ricos até 2030. Esse dado foi relevado pelo relatório produzido pela McKinsey & Co, em parceria com a Bloomberg New Energy Finance. Segundo o estudo, esse fato deve-se ao controle mais rígido de emissões de gases poluentes por parte das maiores nações e a diminuição dos preços da tecnologia elétrica.

O prognóstico do documento aponta para o futuro da mobilidade urbana voltado a energias renováveis e a diminuição da indústria de automóveis a gasolina e gasóleo. De acordo com a estudo, o custo médio de uma bateria de lítio – utilizada por veículos elétricos – era de US$ 1 mil quilowatt-hora (kWh) em 2010. Esse valor diminuiu 65% em 2015, custando US$ 350 por kWh. Já a expectativa é que o mesmo equipamento estará custando aproximadamente US$ 100 por kWh.

Na contramão dos países mais desenvolvidos, o Brasil ainda será dependente de combustíveis fósseis para a mobilidade urbana. A previsão é de somente 25% da frota de carros e ônibus sejam movidos a eletricidade até 2030. O país precisa investir na infraestrutura para suportar os novos modelos e suas demandas energéticas, como linhas de transmissão, diversificação da matriz energética e postos de abastecimento elétrico. Os poucos modelos híbridos disponíveis no Brasil não conseguem penetrar no segmento mais popular devido à falta de incentivo e preços altos, o que dificulta a adoção da tecnologia pela população.

Proibição

O Conselho Federal Alemão, Bundesrat, aprovou a proibição de motores de combustão interna até 2030. Com essa medida, a expectativa é que em 16 anos todos os veículos vendidos na Alemanha sejam alimentados por algum tipo de fonte limpa, seja eletricidade, hidrogênio, etc. Essa decisão corrobora com as metas acordadas pelo Acordo de Paris, que visa a diminuição das emissões de gases poluentes e a limitar o aumento de temperatura média global abaixo dos 2ºC.

A resolução do Conselho não tem efeito legislativo. A medida precisa ser aprovada pela União Europeia. Inclusive a ideia é estender o debate para outros países do bloco, consequentemente, influenciar boa parte do continente. Apesar da decisão enérgica, a Alemanha tem conseguido moldar as suas regulações para a União Europeia e a UNECE (Comissão Econômica das Nações Unidas da Europa).

A ONG portuguesa Zero apoiou a decisão do parlamento alemão e pressiona o governo de Portugal a adotar uma agenda de descarbonização semelhante.  No país, somente 0,7% dos novos carros vendido são elétricos. De acordo com a instituição, os automóveis são responsáveis por 15% de todas as emissões de dióxido de carbono (CO2) no continente europeu.

Fontes:

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2016/10/11/carros-eletricos-podem-dominar-vias-nas-cidades-ricas-em-2030.htm

http://www.dn.pt/sociedade/interior/carros-eletricos-vao-dominar-estradas-de-cidades-ricas-em-2030-5436505.html

https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2016/10/veiculos-eletricos-serao-maioria-nos-paises-desenvolvidos-partir-de-2030/30488

https://tecnoblog.net/202088/alemanha-banir-motor-combustao-interna/

http://www.jn.pt/economia/interior/associacao-quer-proibicao-de-carros-a-gasolina-e-gasoleo-em-2030-5438275.html

https://noticias.terra.com.br/parlamento-alemao-aprova-acordo-de-paris-sobre-o-clima,85a54c49470ebfb6c39af5707878e501oy5711vw.html

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