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 A tecnologia de painéis solares fotovoltaicos já está consolidada para a geração de energia limpa renovável em todo o mundo. Entretanto, o setor está em constante evolução e busca por novas soluções de geração sustentável.

O instituto de pesquisa aplicada CSEM (Centre Suisse d’Electronique et Microtechnique), localizado em Minas Gerais, produzirá aquilo que está sendo considerado como a tecnologia do futuro no setor: uma faixa de plástico na qual é impressa uma espécie de tinta orgânica com capacidade de gerar energia por meio do efeito fotovoltaico, ou seja, pela incidência dos raios solares.

Essa tinta orgânica é chamada de OPV, sigla em inglês para fotovoltaico orgânico (Organic Photovoltaic), material que combina polímeros orgânicos e plásticos num filme flexível. Essa membrana destaca-se por ser leve e maleável, podendo envelopar estruturas e objetos. As possibilidades de geração de energia são ampliadas a qualquer superfície que receba luz do sol, devido às mais diversas formas e cores que o produto pode ser desenvolvido. Desde fachadas de prédios, vidros de carros, coberturas de estádios e até mesmo mochilas, as possibilidades são praticamente infinitas.

A tecnologia já é usada em países como Alemanha e Japão e será desenvolvida no Brasil devido à união entre incentivo público do governo de Minas Gerais e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e investimentos privado na ordem de 100 milhões de reais desde 2009. A tinta começou a ser desenvolvida em 2006 e hoje, o instituto mineiro domina o processo de produção. O CSEM utilizará uma impressora com capacidade para fabricar 400 mil m² do produto por ano, tornando-se a maior fabricante de OPV do mundo. Com custo de produção considerado baixo, a OPV consome 20 vezes menos energia do que a fabricação de um painel fotovoltaico tradicional, de silício.

 O presidente do CSEM afirma que a produção de OPV é um fato raro no Brasil, que dessa vez não irá precisar depender da iniciativa de outros países.

Aplicações

O futuro prédio da empresa de software Totvs, na zona norte de São Paulo, terá 2 mil m² da fachada coberto pelo OPV. Somente a energia fotovoltaica produzida por essas faixas será responsável pelo funcionamento de 2,5 mil computadores.

A Fiat tem projeto de cobrir o teto de um de seus modelos com essa tecnologia, e a Votorantim pretende utilizar boias geradoras de energia no lago de uma de suas barragens hidrelétricas.

Capas de celulares, mochilas e até mesmo casacos podem ser geradores de energia pessoais. O CSEM, por ser uma instituição sem fins lucrativos, pretende desenvolver mais aplicações do seu produto junto à outras grandes empresas. O objetivo é vender ao OPV no mercado para diminuir os custos de produção e pesquisa.

Painéis solares ou OPV?

Como qualquer nova tecnologia sendo inserida no mercado, o OPV ainda possui um valor maior do que o dos painéis fotovoltaicos que estamos acostumados, portanto, eles não competem no mercado.

Cada tecnologia tem um público e objetivo específico. Os painéis fotovoltaicos de silício conseguem cobrir grandes áreas em usinas de energia. Já a tinta orgânica fotovoltaica é empregada na geração diluída de energia. O custo de uma usina com a tecnologia OPV seria absurdo. Entretanto, a tendência é que a curva de barateamento seja radical, devido ao processo de produção poder ser considerado simples e barato, por se tratar de uma impressão.

Fontes:

http://epocanegocios.globo.com/Ideias/noticia/2015/06/centro-de-pesquisas-mineiro-produz-tinta-capaz-de-gerar-energia-solar.html

 http://projetodraft.com/energia-no-teto-do-carro-ou-na-fachada-do-predio-como-a-sunew-quer-revolucionar-a-captacao-solar/

Fonte da imagem: http://projetodraft.com/energia-no-teto-do-carro-ou-na-fachada-do-predio-como-a-sunew-quer-revolucionar-a-captacao-solar/

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