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As fontes de energias renováveis foram responsáveis pela expansão de 90% da capacidade instalada no Brasil em 2016. A capacidade instalada total de geração de energia atingiu 150,4 gigawatts (GW) no ano passado, um acréscimo de 9,5 GW em relação a 2015. Essas informações foram reveladas pelo Boletim de Capacidade Instalada de Geração Elétrica – Brasil e Mundo 2016, produzido pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

Seguindo a tendência da matriz energética brasileira, a fonte que apresentou maior adição em capacidade foi a hidráulica, com 64,5%. Outro destaque foi a biomassa, que deteve 9,3% da nova geração de eletricidade. O restante é dividido entre outras fontes renováveis como a energia solar fotovoltaica e eólica. Dessa forma, 80,6% da capacidade instalada total do Brasil provém de renováveis, enquanto a média mundial é apenas 33%.

Além disso, é esperado maior representatividade da energia solar na matriz energética brasileira conforme as novas usinas solares – contratadas no último leilão de energia de reserva – entrem em operação, o que deve ocorrer ainda neste ano. Muitas dessas usinas aguardam novas linhas de transmissão, que também foram objeto de um leilão específico no início deste ano e devem atenuar o maior gargalo do setor energético no Brasil.

O estudo do MME projeta expansão de 18,6 GW na capacidade instalada do país nos próximos três anos, com destaque para maior participação das fontes solar fotovoltaica e eólica, o que significa maior diversificação da matriz energética e menor dependência das hidrelétricas.

Suíça

A Suíça aprovou a Estratégia 2050, na qual proíbe a construção de novas usinas nucleares e promove incentivos às fontes renováveis de energia, como a energia solar fotovoltaica e a eólica. A medida foi levada a referendo popular, vencido por 58,2% dos votos, e estabelece novas bases para a política energética do país, visando reduzir o consumo energético, além do aumento da eficiência energética. A informação é da Agência EFE, divulgada pela Agência Brasil.

Somente quatro regiões rejeitaram a nova lei: Argóvia, Glarus, Obwalden e Schwyz. O governo suíço começou a trabalhar na criação do projeto de lei após o acidente nuclear ocorrido em Fukushima, no Japão, em 2011. Atualmente, a Suíça tem cinco centrais nucleares em atividade, que devem ser desativadas conforme atingirem a vida útil prevista, entre 20 e 30 anos, e, dessa forma, encerrar a dependência da energia nuclear.

As usinas nucleares são responsáveis pela geração de um terço de toda energia produzida na Suíça. A maior parte da produção de energia elétrica, entretanto, provém das usinas hidrelétricas, com 60% da geração, e o restante da matriz energética do país é composta por energia termelétrica e pelas fontes renováveis. A Estratégia 2050 estabelece a diminuição do consumo energético dos suíços em 16% até 2020, com projeções de diminuição de até 43% em 2035. Para compensar essa redução, o governo local pretende aumentar a geração de energia renovável por fonte solar fotovoltaica, eólica, geotérmica, biomassa e biogás.

Fonte: ‘http://www.brasil.gov.br/infraestrutura/2017/05/capacidade-de-geracao-chega-a-150-4-gw-em-2016’

‘https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2017/05/energias-renovaveis-sao-responsaveis-por-90-da-expansao-da-capacidade-instalada-brasil/31762’

‘http://www.udop.com.br/index.php?item=noticias&cod=1150433’

‘http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2017-05/suicos-aprovam-futuro-com-mais-energias-renovaveis-e-sem-usinas’

Fonte da imagem: ‘http://www.dw.com/image/15764495_304.jpg’

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