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O Reino Unido estabeleceu um novo recorde para a geração de energia renovável, obtendo a melhor marca da sua história para o uso de energias alternativas durante os meses do verão, que acontecem entre julho e setembro. De acordo com a multinacional britânica de energia elétrica e gás natural National Grid, o sistema de transmissão de energia abasteceu 52% da demanda elétrica da estação do ano a partir de fontes renováveis de energia, como a energia solar fotovoltaica e a energia eólica, tornando 2017 o verão mais verde do Reino Unido.

As informações reveladas pela National Grid apontam para a ausência do carvão e uma composição das fontes solar, eólica e nuclear na matriz energética do Reino Unido deste verão, o que puxou as emissões de dióxido de carbono (CO2) para o menor nível nos últimos anos durante a estação. De acordo com informações do jornal The Guardian, entre 21 de julho e 22 de setembro, a quantidade de carbono emitido – valor medido em gramas de CO2 por quilowatt-hora (kWh) de energia gerada – foi reduzida pela metade, se comparada ao mesmo período de 2013. Neste ano, as emissões médias mensais de carbono ficaram em aproximadamente 200g de CO2/kWh, frente a cerca de 500g de CO2/kWh em 20113.

Neste verão, quase 52% da energia elétrica britânica veio de fontes de baixo carbono, um grande salto em comparação aos números de 2013, quando as fontes renováveis foram responsáveis pela geração de 35% da energia elétrica no mesmo período. O recorde ocorre logo após o anúncio do maior projeto de energia solar fotovoltaica à população de menor renda no Reino Unido, no qual deverá instalar painéis solares fotovoltaicos em aproximadamente 800 mil moradias sociais na Inglaterra e País de Gales nos próximos cinco anos. A iniciativa foi descrita como um momento significativo para o setor de energias renováveis por parte do governo.

O crescente número de parques solares e eólicos, aliado às estações de energia nuclear e gás natural, transformaram o cenário energético britânico nos últimos anos. Antes mesmo do início do verão, durante um dia do mês de maio, os painéis solares fotovoltaicos forneceram mais energia elétrica do que aporte nuclear do Reino Unido. Segundo o diretor da National Grid, Duncan Burt, essa grande mudança deve-se, principalmente, à crescente da energia solar fotovoltaica offshore e da energia eólica. Ele destacou que o Reino Unido deixou de tratar as fontes renováveis de energia como apenas uma pequena parte da geração de energia para, muitas vezes, fazer parte significativa ou principal da matriz energética.

O aumento do uso de energia verde e sustentável exerce maior pressão aos operadores de usinas tradicionais, inclusive no caso da energia nuclear, que demonstra retorno cada vez mais fraco se comparada às fontes renováveis. A energia solar fotovoltaica e eólica vêm ampliando cada vez mais suas presenças no mercado de energia, reduzindo os custos e oferecendo maior segurança e benefícios ao meio ambiente. Entretanto, alguns setores pressionam o governo britânico para maior investimento e ampliação do uso de renováveis. Para o portal britânico The Telegraph, o chefe de clima e energia da ONG WWF, Gareth Redmond-King, afirmou que o sucesso da indústria de renováveis deve ser acompanhado por um maior compromisso do governo com metas sustentáveis ambiciosas.

Fontes: ‘https://www.theguardian.com/business/2017/sep/26/summer-green-energy-national-grid-carbon-emissions-solar-uk’

‘https://www.standard.co.uk/news/uk/this-summer-was-the-greenest-ever-for-energy-says-national-grid-a3643661.html’

‘http://www.telegraph.co.uk/business/2017/09/26/national-grids-greenest-summer-ever-spells-trouble-fossil-fuel/’

‘http://www.energylivenews.com/2017/09/26/uk-records-greenest-summer-ever-in-2017/’

‘https://www.aol.co.uk/news/2017/09/26/uk-enjoys-greenest-summer-as-52-of-electricity-from-low-carbo/’

Fonte da imagem: ‘https://i.guim.co.uk/img/media/4321ca2aa30cc13f355fc1e94bb372518b7b76ef/475_56_2525_1516/master/2525.jpg?w=700&q=55&auto=format&usm=12&fit=max&s=e57cb04cec1f8057641594baf7242d16’

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