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            Segundo a empresa de pesquisa IHS Technology, o mercado global de painéis solares teria a expectativa de alto crescimento atingindo o recorde de crescimento na primeira metade de 2016. Da segunda metade do ano até 2017 o mercado de energia solar teria seu crescimento reduzido. Isso porque, até então, a partir de 2017 os Estados Unidos iria reduzir de 30% para 10% o crédito fiscal oferecido na obtenção dos painéis solares pelos consumidores, o que traria, sem dúvida alguma, impactos no mercado solar.  No entanto, em 18 de dezembro de 2015, o presidente americano Barack Obama assinou a lei que inclui extensões importantes e muito desejadas a uma série de incentivos fiscais de energia, como a solar fotovoltaica, que está entre as fontes mais beneficiada pela legislação.

            Segundo a lei Consolidated Appropriations Act, assinada por Obama, projetos solares terão o benefício fiscal estendido. Projetos cuja a construção for iniciada antes de 1º de Janeiro de 2022 terão acesso ao crédito dos custos de qualificação para a energia solar fotovoltaica oferecido pelo governo, e que antes da lei iria apenas beneficiar somente projetos iniciados até o final de 2016. Essa percentagem terá uma redução de 4%, caindo para a casa dos 26% a partir de 2020, e de mais 4% em 2021, caindo para 22% de crédito fiscal. Iniciando a construção antes de 2022, mas não operando antes de 2024, os projetos terão acesso a apenas 10% do benefício.

            De acordo com pesquisas da IHS, as indústrias do mundo todo irão produzir 16,82 gigawatts de painéis solares nos primeiros quatro meses, seguidos de outros 17,73 gigawatts nos próximos quatro meses. Um gigawatt está próximo de ser equivalente a energia produzida por uma grande planta de gás ou de energia nuclear. Isso significa que as indústrias irão produzir quase 45 gigawatts de painéis solares na primeira metade de 2016. Isso é uma quantia imensa particularmente comparada a quantidade de painéis solares atualmente em operação. A expectativa é de um salto significativo de 2015, que apresentou uma produção de 12,76 gigawatts nos primeiros quatro meses e 15,14 gigawatts nos outros quatro meses seguintes.

           Da mesma forma, a empresa IHS diz que a China, a maior investidora em energia limpa e também a maior emissora de carbono do mundo, recentemente anunciou uma grande cota para a instalação de painéis solares fotovoltaicos, e muitos destes serão instalados até o verão deste ano para receberem os incentivos do governo.  A meta da nação para 2016 é a instalação adicional de 15 gigawatts a capacidade já instalada. A expectativa é que a China alcance até 2020, 200 gigawatts de capacidade solar fotovoltaica. O rápido crescimento além do ocidente, como em potencias como a China e o Japão são reflexos da redução do custo do painel solar em mais de 60% desde 2011, devido a elevada eficiência de produção.

          Parte da razão pela qual o mercado global para painéis solares é esperado crescer na primeira metade desse ano é por causa das políticas de incentivo da energia solar fotovoltaica nos EUA e na China. A expectativa, antes de ser expandido o prazo do crédito fiscal nos EUA, era de que ocorreria uma corrida entre as concessionárias e companhias de energia solar fotovoltaica para adquirirem vantagem da taxa de crédito antes que esse fosse cortado em 2017. Com o prazo expandido, projetos que antes estavam incertos de serem construídos podem agora certamente ocorrer.

          Outro recente acontecimento faz com que o crescimento da energia solar seja ainda mais certo: o acordo do clima feito na Conferência do Clima em Paris em 2015, com a participação de 160 nações, que estabeleceu uma meta para a emissão de carbono, segurando a média da temperatura mundial, além de ter sido palco para a criação da Aliança Internacional da Energia Solar. A Aliança reúne 121 países localizados nas regiões mais ensolaradas do mundo e tem como objetivo elevar o uso dos painéis fotovoltaicos.

          O mercado de energia solar fotovoltaica é relativamente novo e ainda depende dos incentivos fiscais em muitos países. Ao passo que a indústria se aperfeiçoa e depende menos dos subsídios governamentais, os ciclos de crescimento e queda devem ser menos nítidos. No geral, o mercado dos painéis solares tem expectativa de crescimento em todo o mundo. Com o custo de instalação e produção de painéis solares continua caindo, a tecnologia será cada vez mais atrativa aos consumidores como uma alternativa para a energia produzida a partir de combustíveis fósseis.

Fontes:

http://fortune.com/2015/11/09/solar-boom-first-half-2016/

http://www.nytimes.com/2015/12/18/business/energy-environment/proposed-extension-of-tax-credits-for-renewable-energy-would-have-uneven-effect.html

http://www.natlawreview.com/article/extension-renewable-energy-tax-incentives

https://www.washingtonpost.com/national/health-science/wind-solar-power-soar-in-spite-of-bargain-prices-for-fossil-fuels/2015/12/30/754758b8-af19-11e5-9ab0-884d1cc4b33e_story.html

http://www.bloomberg.com/news/articles/2015-12-30/china-plans-to-raise-wind-solar-power-capacity-by-21-in-2016

http://moneymorning.com/2015/12/30/the-biggest-reason-were-bullish-on-solar-energy-stocks-in-2016/

https://nextcity.org/daily/entry/solar-revolution-municipal-governments

http://www.thestreet.com/story/13407131/1/why-solar-energy-stocks-are-poised-to-shine-in-2016.html

http://machinedesign.com/blog/4-solar-power-predictions-2016

Fonte da imagem: https://modernize.com/home-ideas/18841/why-2016-will-be-solars-biggest-year-yet

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