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Pesquisadores do Instituto de Química da Unicamp desenvolveram os primeiros protótipos de células solares utilizando o mineral perovskita do Brasil. Os testes preliminares apontam que esse material apresenta índice de eficiência semelhante aos painéis solares fotovoltaicos tradicionais, fabricados com silício, cuja eficiência é de aproximadamente 15%. A vantagem do uso desse tipo de material em detrimento ao silício deve-se ao fato de ser uma alternativa economicamente mais barata.

Os resultados foram obtidos durante pesquisa da dissertação de mestrado “Células solares híbridas baseadas em perovskitas”, do químico Rodrigo Szostak, orientado pela professora Ana Flávia Nogueira. Segundo Szostak, tudo foi feito no Laboratório de Nanotecnologia e Energia Solar (LNES) da universidade e esse processo contribui para que o Brasil busque se tornar autônomo nesse campo da ciência. As células solares de perovskita apresentaram índice de eficiência de 13%. Todos os sistemas solares possuem capacidade de captação determinada de acordo com a absorção e a perda da radiação solar. Para efeito comparativo, a maior eficiência possível para uma célula solar simples é de 33,7%.

A perovskita é estudada pela ciência há mais de 50 anos, e, há menos de uma década, o mineral tem atraído os olhares dos pesquisadores de todo o mundo para sua aplicação na geração de energia solar fotovoltaica. Atualmente, na literatura científica existem relatos de índices de eficiência de aproximadamente 20%, atingidos somente em laboratórios. De acordo com Szostak, esse é um patamar relevante, principalmente levando em consideração que são pesquisas recentes.

A preparação desse material demanda quantidades menores de energia comparado ao silício, além de ter espessura de cerca de um micrômetro, podendo ser aplicada em superfícies leves e flexíveis. Apesar do potencial da perovskita, o pesquisador Rodrigo Szostak lembra que os resultados ainda estão em escala laboratorial e irá demorar alguns anos para transformar o estudo em um produto comercial.

Um desafio dessa tecnologia é encontrar um método para mudar o caráter extremamente sensível à umidade que o material possui. Uma série de modificações estão sendo feitas visando evitar que as perovskitas absorvam a água presente no ar e isso interfira no processo de conversão direta da radiação solar em eletricidade.

Mineral

Perovskita é o nome de um mineral descoberto pelo mineralogista alemão Gustav Rose, no ano de 1839, em Monte Urais, na Rússia. O material é uma estrutura cristalina e foi batizado em homenagem ao mineralogista russo Count Lev Alexevich von Perosvki. O mineral pode ser puramente inorgânico ou híbrido – nos quais alguns componentes são orgânicos –, como acontece com as células solares, que possuem propriedades fotovoltaicas compostas por um cátion orgânico, um inorgânico, chumbo ou estanho, e um halogênio, de iodo, bromo ou cloro.

Fontes:

http://www.unicamp.br/unicamp/ju/669/unicamp-produz-celulas-solares-de-perovskita

http://www.electronicspecifier.com.br/energia-alternativa-1/cientistas-da-unicamp-desenvolvem-celula-solar-de-perovskita

https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2016/09/pesquisadores-da-unicamp-desenvolvem-celulas-solares-com-novo-material/30351

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=brasileiros-desenvolvem-celula-solar-perovskita&id=010115160920#.V-lRQ_ArLIU

http://riosvivos.org.br/noticias/pesquisadores-brasileiros-desenvolvem-celula-solar-com-novo-material/

Fonte da imagem:

http://1.bp.blogspot.com/-sBmIe-nKUYY/U-ZYgaPZS6I/AAAAAAAAGvw/Egko_RI_1Ew/s1600/celda-solar-perovskita.jpg

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