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A microgeração de energia solar fotovoltaica cresceu 156% entre janeiro e julho de 2016. Foram 2.703 novas instalações de placas solares em residências e indústrias por todo o Brasil. Esses dados foram revelados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Até o final de 2015, o número de microgeradores em território nacional era de 1.729, totalizando hoje 4.432 pontos de micro e minigeração no país, com potência instalada de 47 mil quilowatts (kW).

Minas Gerais lidera a microgeração de energia solar fotovoltaica com um quinto de todos os sistemas do país, 973, seguido por São Paulo, em segundo lugar, com 611, Rio Grande do Sul em terceiro, com 477, Rio de Janeiro, com 435, e, em quinto lugar, o Paraná, com 370. O pioneirismo mineiro dá-se pelo fato do estado ter sido o primeiro a acabar com a cobrança de ICMS sobre os créditos de energia solar gerada pelos usuários, isso ainda em 2013, e de apresentar índices de incidência solar bastante favoráveis.

Os preços dos equipamentos, da instalação e geração estão caindo nos últimos anos. O Governo Federal isenta o PIS e Cofins da energia gerada injetada na rede de distribuição. Na esfera estadual, outra política de incentivo que vem sendo adotada é a isenção do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os créditos de energia (energia excedente injetada na rede). Já são 20 estados que oferecem essa vantagem: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, São Paulo, Sergipe, Tocantins e também o Distrito Federal. Ainda restam os estados do Amapá, Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina aprovarem o incentivo. De acordo com a Aneel, Acre e Roraima não possuem ainda nenhum ponto de microgeração de energia solar fotovoltaica.

Apesar do crescimento altamente expressivo em curto período de tempo, especialistas do setor alertam que ainda faltam mecanismos para democratizar o acesso da tecnologia aos consumidores comuns. A energia solar ainda representa apenas 0,01% da matriz energética brasileira, por isso ainda há muito espaço para o desenvolvimento da tecnologia no país. Um dos fatores decisivos para a instalação de placas solares é a consciência ambiental, mas a economia na conta de luz e possíveis restrições devido às crises no sistema hidrelétrico brasileiro são outros motivadores cruciais para os consumidores aderirem à tecnologia.

Microgeração

Desde 2012, após resolução da Aneel, é possível gerar a própria energia em residências, condomínios e indústrias através de sistemas de micro e minigeração. A microgeração é um sistema de geração de energia elétrica por meio de fontes renováveis, como a fotovoltaica, com potência instalada menor ou igual a 100 kW.

Quando a energia produzida pelos sistemas não é utilizada de maneira imediata, o excedente gerado é convertido em créditos de energia para serem abatidos das contas de luz posteriores, em um período de até 60 meses. Esse sistema injeta a energia na rede distribuidora, dessa forma outras pessoas poderão utilizar a energia limpa e renovável produzida por um indivíduo. Ainda é possível que o crédito gerado seja utilizado para abatimento em um outro local, sem ser a unidade geradora, bem como compartilhado entre condôminos ou membros de cooperativas ou consórcios. O investimento na implantação dessa tecnologia é retornado em torno de 7 anos, de acordo com o estado e as tarifas elétricas cobradas.

Fontes:

http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/pais/2016/09/24/MICROGERACAO-DE-ENERGIA-SOLAR-DISPARA-156-EM-SETE-MESES.htm

https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2016/09/microgeracao-cresce-156-em-sete-meses/30373

http://cerne.org.br/microgeracao-de-energia-solar-dispara-156-em-sete-meses/

http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/blog-do-planeta/noticia/2016/09/minas-e-o-estado-que-mais-instala-paineis-solares-no-brasil.html

http://www.meiofiltrante.com.br/internas.asp?id=20194&link=noticias

http://www.portalsolar.com.br/microgeracao-de-energia-solar.html

Fonte da imagem:

http://www.greenmatters.com.br/wp-content/uploads/2016/05/painel-solar-telhado3b.jpg

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