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A geração de energia solar fotovoltaica no estado do Paraná aponta para um futuro mais sustentável. A Companhia Paranaense de Energia (Copel) tornou-se a terceira distribuidora de energia do país com mais unidades de mini e microgeração distribuída conectados ao seu sistema, atrás somente da CEMIG, de Minas Gerais, e da CPFL Paulista. A concessionária de energia conectou o primeiro microgerador em outubro de 2013, e hoje já conta com 871 conexões de microgeração em todo o estado, com potência instalada total de 6.145,73 quilowatts (kW), de acordo com levantamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

De acordo com a distribuidora paranaense de energia, em novembro de 2015 havia somente 100 sistemas de microgeração no Parará. Hoje, 18 meses depois, esse número registra um aumento de aproximadamente 750%. Entretanto, apesar da distribuidora local figurar em terceiro lugar no ranking de sistemas de mini e microgeradores conectados ao sistema de energia elétrica, o Paraná ocupa o quinto lugar entre os estados com maior número de unidades geradoras da própria energia elétrica limpa e sustentável, atrás de Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, respectivamente. O Paraná tem aproximadamente 8% dos microgeradores de todo o país.

De acordo com o gerente de atendimento de geração distribuída da Copel André Zeni, há dois fatores que podem explicar a expansão da energia solar fotovoltaica no estado. O principal, segundo ele, é a sucessão de reajustes no preço da energia elétrica nos últimos anos, o que tornou mais vantajoso e diminuiu o tempo de retorno sobre o investimento em sistemas de energia solar fotovoltaica. Outro motivo seria a evolução da tecnologia, devido às diversas opções no mercado e equipamentos mais baratos.  “Com a disseminação da tecnologia temos um aumento nesse tipo de instalação nas residências”, afirma Zeni.

Geração distribuída

Segundo dados da Aneel, o Brasil possui 10.716 usinas de microgeração de energia distribuída, com potência instalada total de 121.103,81 quilowatts (kW), sendo que ampla maioria – mais de 90% das unidades – corresponde a sistemas de energia solar fotovoltaica.  Já o total de unidades consumidoras que recebem os créditos convertidos pela geração distribuída é de 11.967.

Após resolução da Aneel de 2012, é possível gerar a própria energia elétrica por meio de sistemas de mini e microgeração distribuída instalados em residências, comércios, condomínios, indústrias e até mesmo em propriedades rurais. Quando a energia elétrica produzida pelo sistema não é usada imediatamente, o excedente é injetado na rede de transmissão, sendo convertido em créditos para serem abatidos nas contas de luz da própria unidade produtora, ou em outras propriedades do mesmo titular.

São Paulo

Dois parques da capital paulista começaram a ser abastecidos por energia solar fotovoltaica. Desde o início de maio, os parques Villa-Lobos e Cândido Portinari – ambos na região oeste da cidade de São Paulo – contam com energia elétrica limpa gerada a partir da primeira usina solar instalada em um parque público no país. O investimento foi de R$ 17 milhões e contou com apoio de parcerias com o setor privado, por meio do programa de pesquisa e desenvolvimento da Aneel. A inauguração do empreendimento contou com a presença do governador Geraldo Alckmin.

Segundo o governador, a usina solar deverá gerar economia de aproximadamente R$ 270 mil ao ano nas contas de luz para os cofres públicos de São Paulo. Somados, os dois parques consomem mensalmente cerca de 55 megawatts-hora (MWh), o que representava um custo anual estimado de R$ 390 mil somente com energia elétrica. O sistema fotovoltaico tem como base uma minicentral de 531 quilowatts-pico (KWp) instalado no estacionamento do Parque Cândido Portinari, com 2.095 módulos fotovoltaicos sobre as coberturas das 264 vagas. Também foram instaladas uma estação solarimétrica, uma minicentral de 9 KWp e 40 postes capazes de gerar a própria energia.

O projeto da Secretaria de Energia e Mineração foi realizado pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp), com supervisão da Secretaria do Meio Ambiente. Mesmo com a geração de energia solar, os parques continuam ligados à rede de fornecimento da distribuidora local, portanto, no período noturno ou em dias de forte nebulosidade, os parques contarão com abastecimento da rede elétrica, por meio do sistema de compensação de energia.

Fontes: ‘http://www.bemparana.com.br/noticia/505878/geracao-de-energia-solar-cresce-e-parana-ja-e-3o-no-ranking-nacional’

‘http://www.crn1.com.br/noticias/45292/Geracao-de-energia-solar-cresce-e-Parana-ja-e-3-no-ranking-nacional.html’

‘http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Distribuidora.asp’

‘http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Modalidade.asp’

‘http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Estadual.asp’

‘http://istoe.com.br/parques-de-sao-paulo-ganham-usina-solar/’

Fonte da imagem: ‘http://www.revistaplaneta.com.br/wp-content/uploads/sites/3/2016/08/1-3.png’

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