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Um novo material desenvolvido por cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça, promete reduzir os altos custos de compra e instalação de painéis solares fotovoltaicos no mundo, que em muitos lugares é abatido por programas governamentais de incentivo a essa fonte limpa e renovável. Os cientistas suíços, liderados por Mohammad Nazeeruddin, desenvolveram por meio da engenharia molecular, moléculas de FDT (sigla em inglês para fluoreno-ditiofeno dissemétrico), capaz de transportar cargas positivas dentro dos painéis solares. Essa função, essencial para o funcionamento das placas, até então tinha preços bem elevados, o que tornava a tecnologia cara e de difícil acesso.

De acordo com os pesquisadores envolvidos no desenvolvimento dessas moléculas, o FDT custa um quinto do preço dos materiais atuais que realizam essa função nas placas, e ainda eleva a eficiência energética dos painéis em 20,2%. Atualmente a eficiência energética dessa fonte é de 14%. Além disso, as moléculas de FDT podem ser modificadas facilmente, o que aumenta consideravelmente o número de opções para diversos modelos e usos de placas fotovoltaicas. Esse ponto foi outro aspecto melhorado pelo FDT, já que seriam apenas dois os matérias disponíveis atualmente para que essa troca de cargas ocorra dentro das placas e ambos os tipos bastante dispendiosos de sintetizar até os cientistas da EPFL desenvolverem o FDT.

Segundo Nazeeruddin, as células solares de melhor desempenho atualmente utilizadas são difíceis de produzir e de purificar, apresentando alto custo, de 300 euros por grama, impedindo maior viabilidade econômica. O FDT coloca a energia solar num patamar comercialmente mais viável, superando não apenas o custo dos painéis, como seu desempenho.

Instalação de painéis solares no cantão do Valais, situado na Suíça

Teleférico movido a energia solar na estação de esqui Tenna, na Suíça

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