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O volume de resíduos estimado de painéis fotovoltaicos poderá valer US$ 15 bilhões até 2050, em mercados de commodities globais, desde a reciclagem até o reaproveitamento dos materiais. Esse dado foi revelado pelo relatório End-of-Life Management: Solar Photovoltaic Panels, produzido pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) e também pelo Programa de Sistema de Energia da Agência Internacional de Energia Fotovoltaica (IEA-PVPS).

O relatório aponta que a potencial abundância de material fornecido por um número estimado de 78 milhões de toneladas de resíduos fotovoltaicos no ano de 2050 poderia produzir dois bilhões de novos painéis, dessa forma, aumentar a segurança sobre o abastecimento futuro de produtos dependentes dessa matéria prima.

As projeções calculadas pelas agências mostram que a capacidade fotovoltaica global pode subir para 4.500 gigawatt (GW) até 2050. Caso os resíduos de painéis fotovoltaicos forem totalmente reaproveitados na economia, poderá ser um dos mais robustos modelos de negócios de circuito fechado, que é um sistema de produção cujos resíduos ou subprodutos de um processo são utilizados na fabricação de outro produto.

Para o total aproveitamento dessa oportunidade, a indústria precisa se preparar desde já para o aumento de materiais em fim de vida. Deve expandir a infraestrutura de gestão de resíduos existentes para incluir o tratamento de fim de vida dos painéis fotovoltaicos. Segundo o presidente do IEA-PVPS, Stefean Nowak, a própria experiência da organização com o lixo eletrônico ensinou-lhes que o desenvolver sistemas eficientes e acessíveis de gestão leva um longo tempo de espera.

A União Europeia já introduziu uma regulamentação específica de resíduos fotovoltaicos, exigindo a todos os produtores de painéis que fornecem seus produtos no mercado do bloco a financiar os custos de recolhimento e reciclagem de painéis fotovoltaicos em fim de vida. Todavia, fora da União Europeia são pouco os lugares que adotam tal método.

 

Crescimento do mercado solar na América Latina

Em recente estudo foi revelado que a América Latina será um mercado Multi-gigawatt fotovoltaico até o final deste ano, fato inédito para o continente. O relatório da GTM Research prevê que apenas México e Brasil serão responsáveis por 2 GW (Gigawatts) e 3,4 GW de energia solar fotovoltaica, respectivamente, principalmente devido às adições de capacidade concedidas em leilões recentes.

Hoje, 90% da energia solar fotovoltaica da América Latina provem de grandes matrizes. Entretanto, o estudo antecipa que a geração distribuída tende a crescer e conseguir uma fatia maior do mercado até 2020. Essa mudança virá devido à falta de linhas de transmissão necessárias para levar energia de regiões de grande radiação solar para a fonte de consumo, tornando a geração local uma opção bastante atraente.

O GTM Research identificou mais de 1.100 projetos em 30 países latino americanos. Desde pequenos projetos no Caribe até grandes projetos de centenas de megawatts em fazendas solares no deserto do Atacama, ao norte do Chile. Os chilenos possuem a maioria dos projetos em construção, enquanto o Brasil e México anunciaram grandes projetos para a geração de energia fotovoltaica.

Fontes:

http://www.pv-magazine.com/index.php?id=9&tx_ttnews%5Btt_news%5D=25074&cHash=34a4013648119ff6fe41cbfbc513874a#axzz4C8KMO8f3

http://www.greentechmedia.com/articles/read/three-fast-facts-about-latin-americas-solar-market?utm_source=Solar&utm_medium=Newsletter&utm_campaign=GTMSolar

http://www.greentechmedia.com/articles/read/latin-america-solar-market-on-pace-to-install-2.2-gw-of-pv-in-2016-grow-55

Fontes das imagens:

http://www.dgem.nl/nl/zonne-energie/recycling-en-reconditionering

http://www.greentechmedia.com/articles/read/three-fast-facts-about-latin-americas-solar-market?utm_source=Solar&utm_medium=Newsletter&utm_campaign=GTMSolar

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