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A primeira usina de energia solar fotovoltaica construída no Reino Unido sem quaisquer subsídios do governo britânico foi inaugurada na Inglaterra. O parque solar de Clayhill foi desenvolvido pela companhia de energia Anesco em apenas três meses, em uma pequena comunidade no condado de Bedforshire, ao leste do país. O evento contou com a presença da ministra das Mudanças Climáticas e Indústria, Claire Perry, que destacou o momento como significativo para a energia renovável no Reino Unido.

A usina solar de Clayhill deverá gerar energia elétrica limpa suficiente para o abastecimento da demanda de 2.500 residências, além de possuir um sistema de armazenamento de energia por meio de baterias, permitindo que a eletricidade sustentável, gerada a partir da energia solar fotovoltaica, possa ser utilizada a qualquer hora do dia. O parque solar tem potência instalada de 10 megawatts (MW), enquanto a central de armazenamento de energia é capaz de armazenar 6 MW. A área total utilizada é de aproximadamente 18 mil hectares.

Com a queda acentuada nos custos dos equipamentos e insumos relacionados à energia solar fotovoltaica, a fonte solar tornou-se uma opção mais barata do que a energia nuclear e, dessa forma, não foram necessários subsídios do governo britânico para a instalação dos painéis solares dessa nova usina fotovoltaica. Enquanto a tecnologia de armazenamento de energia em baterias tem desempenhado papel de importância na estratégia de viabilizar as energias renováveis – tanto solar fotovoltaica quanto eólica – na rede de energia do Reino Unido, ajudando na economia da infraestrutura de transmissão.

Um fator rechaçado pela indústria solar local é na questão dos subsídios ao desenvolvimento da fonte fotovoltaica. Segundo o portal britânico TechSource, a energia solar fotovoltaica teria recebido cerca de 39 milhões de libras – aproximadamente R$ 160 milhões – em ações de subsídio desde 2012, enquanto os combustíveis fósseis receberam a impressionante quantia de 4,8 bilhões de libras – quase R$ 20 bilhões – desde 2010, no âmbito de um programa de incentivo à exportação do governo.

Todavia, a ministra das Mudanças Climáticas, Claire Perry, afirmou que os custos dos painéis solares e baterias caíram drasticamente nos últimos anos, o que possibilitou o primeiro empreendimento de geração de energia solar fotovoltaica em grande escala sem subsídios. Segundo Perry, somados, os sistemas de geração de energia solar espalhados pelo Reino Unido já fornecem eletricidade suficiente para suprir a demanda de 2,7 milhões de lares britânicos.

Para o presidente da Anesco, Steve Shine, a usina solar de Clayhill prova que a decisão de retirar os subsídios não significa tornar a fonte solar uma tecnologia inviável, mas sim um cenário no qual esses incentivos não serão mais necessários, preparando o caminho para um futuro sustentável e uma economia de baixo carbono. A Grã-Bretanha tem como objetivo alcançar 15% da matriz energética somente por fontes renováveis até 2020. Para efeito de comparação, em 2015 esse número era de 8%. A expectativa dos ministros britânicos é que mais empresas iniciem projetos de novos parques solares sem subsídios ainda neste ano.

Fontes: ‘http://www.independent.co.uk/environment/solar-power-plant-uk-opens-built-without-government-subsidy-renewable-energy-britain-a7967736.html’

‘http://www.emtv.com.pg/britain-opens-first-subsidy-free-solar-power-farm/’

‘https://www.techsourceint.com/news/uk-opens-first-subsidy-free-solar-power-farm’

‘https://www.cnbc.com/2017/09/26/first-subsidy-free-solar-farm-opens-in-the-uk.html’

‘http://reneweconomy.com.au/uk-opens-first-subsidy-free-solar-farm-complete-with-storage-74545/’

Fonte da imagem: ‘https://s4.reutersmedia.net/resources/r/?m=02&d=20170926&t=2&i=1203000403&r=LYNXNPED8P1A9&w=1280’

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