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A geração de energia fotovoltaica em Curitiba demonstra ser mais econômica do que na Bahia, por exemplo. Mesmo em comparação a outras regiões no Brasil com grande incidência de radiação solar, o tempo frio, umidade do ar e custo da tarifa energética tornam a tecnologia de painéis solares fotovoltaicos mais vantajosa na capital paranaense.

Em regiões mais quentes do país, quando há uma grande elevação das temperaturas, a tendência é a formação de bolsas de calor sobre a estrutura de geração fotovoltaica, comprometendo a penetração do sol e diminuindo o desempenho do sistema. Já em locais como Curitiba, devido a temperatura mais fria e clima úmido, os painéis trabalham sob condição ideal e tendem a ficar mais limpos, uma vez que não acumulam tamanha quantidade de pó como acontece em regiões mais secas.

É claro que a incidência solar na Bahia é superior à de Curitiba. De acordo com dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e da NASA (Agência Espacial Americana, a região nordeste é a mais ensolarada do Brasil, com índice de insolação de 2350 quilowatts/hora por metro quadrado ao ano (kWh/m²). Já na capital paranaense, a média é 23% menor – de 1800 kWh/m².

Entretanto, a incidência solar em Curitiba não pode ser considerada baixa. Ela supera o índice de diversos países europeus. A Alemanha possui média anual de 900 a 1250 kWh/m² de radiação solar. Já na Espanha, varia de 1200 a 1850 kWh/m². Em média, no Brasil o índice fica entre 1550 a 2350 kWh/m² ao ano.

O fator determinante é o custo da tarifa energética. No Paraná, o preço médio do quilowatt é de R$ 0,76, enquanto na Bahia, esse valor cai para R$ 0,62. Portanto, Curitiba pode ser mais econômica para geração de energia solar fotovoltaica pois esse sistema acaba sendo mais rentável quanto mais alto for o custo da tarifa de luz.

Geração de energia solar

Apesar do crescimento, a geração distribuída no Brasil ainda possui muito espaço para se desenvolver. O país possui apenas 3,5 mil usuários que produzem a própria energia, frente a 77 milhões de unidades consumidoras.

O Greenpeace possui uma ferramenta que mede o potencial brasileiro para o uso de energia solar. A ferramenta tem objetivo de conscientizar a população e mostrar a relevância dos recursos renováveis. Chamado de Solariza, o portal possibilita ao usuário escolher um telhado em qualquer lugar do país e calcular qual o potencial que aquela residência possui para a geração de energia solar fotovoltaica. Num primeiro momento, o usuário participa de um pequeno treinamento sobre instalação solar, depois faz cálculos de quanto é possível economizar aderindo ao sistema fotovoltaico.

Fontes: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/energia-e-sustentabilidade/gerar-energia-solar-na-cinzenta-curitiba-e-mais-economico-que-na-bahia-8ro3act7b6amxb320plzrq3zb

http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2015/08/simulador-mostra-o-potencial-de-geracao-de-energia-solar-do-brasil.html

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