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A consultoria brasileira Greener publicou o seu mais recente estudo, no qual apresenta uma avaliação de impacto da alteração na forma de compensação de energia proposta pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A pesquisa, intitulada Estudo Estratégico: Mercado Fotovoltaico GD Brasil 1º trimestre de 2019, aponta que, caso a Alternativa 1 da nova proposta entre em vigor, um sistema fotovoltaico residencial, por exemplo, poderia ter um acréscimo médio de cerca de 20% para o payback (retorno do investimento), o que penalizaria novas conexões de geração distribuída.

No estudo são apontadas as seis opções que a Aneel está levando em consideração para aplicação nas mudanças das regras para geração distribuída no País, de mini e microgeração distribuída. Dentre as alternativas propostas, apenas uma – considerada pouco provável de ser adotada, chamada de Alternativa zero – manteria as atuais regras e tarifas de distribuição, uso de rede, energia elétrica gerada, encargos e perdas. As outras cincos propostas, porém, preveem reduções escalonadas em várias partes da tarifa, de modo a interromper os pagamentos da parte das distribuidoras na composição tarifária.

A proposta da agência reguladora de acionamento dos gatilhos por concessionária de energia conforme for atingindo o limite de 3,365 gigawatts (GW) na geração local, e de 1,25 GW para geração remota foi avaliada pela Greener, que estima o acionamento do gatilho (para geração local) já a partir de 2020 para distribuidoras no Rio Grande do Sul e Minas Gerais; 2021 em Santa Catarina; e 2022 em São Paulo, Paraná, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Essa revelação da consultoria vai de encontro à estimativa da Aneel de início do acionamento de gatilho de geração local em 2024. O estudo conclui que as mudanças podem ocasionar na desaceleração da geração distribuída no País.

Para o site PV Magazine, o analista técnico da Greener, Rodolfo Castro, destacou que mercados importantes para a geração distribuída como Minas Gerais e Rio Grande do Sul podem ser diretamente afetados em breve. “É muito importante ressaltar que tudo isso é uma sugestão da ANEEL, o que não significa que a regulamentação mude dessa forma”, ponderou Castro. Um cenário apresentado pelo estudo estima que, no estado da Bahia, a parte não retornável da tarifa passaria de 15,5% para 45,5%, representando um aumento de 26% no tempo de retorno do investimento em um sistema fotovoltaico residencial.

O relatório sugere à Aneel estabelecer uma data mínima e aumentar a potência estabelecida para o acionamento de gatilho, visando não penalizar os locais de maior inserção e mercado para a geração distribuída no Brasil, esclarecer as métricas utilizadas para definir o tamanho de mercado de cada concessionária de energia, aumentar a fiscalização, informar a projeção de crescimento da capacidade instalada por distribuidora e considerar a data de solicitação de acesso à rede como marco para definição das regras de compensação.

Cresce importação de módulos

Além de tratar dos impactos da mudança na regulamentação da geração distribuída, o estudo revela também que 525 megawatts (MW) de capacidade dos painéis fotovoltaicos no País foram importados neste ano. O número de importações cresceu 32%. A importação de inversores cresceu de 151 MW para 499 MW, informou a consultoria. Os módulos de tecnologia PERC representaram 14% das importações no primeiro trimestre deste ano.

A alta no mercado fotovoltaico pode ser retratada também pelo aumento na quantidade de municípios que possuem sistemas de geração de energia solar fotovoltaica conectados à rede. Até março, o Brasil tinha 3.390 municípios com pelo menos um sistema fotovoltaico conectado à rede, representando 61% do total de municípios. Para comparação, em 2018 esse número era de 55%; em 2017 era de 35%; e em 2016 apenas 21% das cidades brasileiras tinham ao menos um sistema fotovoltaico.

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A geração distribuída deve ser estimulada no Brasil como forma de desafogar o sistema elétrico e contribuir para a diminuição das emissões de gases poluentes na atmosfera. A energia solar traz diversos benefícios ao consumidor que produz a própria energia elétrica na sua casa, empresa ou propriedade rural e garante alta economia nas contas de luz. Se você quer aproveitar as vantagens da energia solar, invista em um sistema fotovoltaico com painéis solares captando a luz do sol e gerando eletricidade solar durante todo o dia.

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Fontes: ‘https://d335luupugsy2.cloudfront.net/cms/files/12882/1557160940Pesquisa_GD_-_1_Trimestre_2019.pdf’

‘https://greener.greener.com.br/1-trim-2019-gd?utm_campaign=pesquisa_gd_2019_abril&utm_medium=email&utm_source=RD+Station’

‘https://www.pv-magazine-latam.com/brasil-noticias/outro-ano-recorde-para-a-gd-solar-no-brasil/’

Fonte da imagem: ‘https://pixabay.com/pt/photos/painel-solar-telhado-energia-1329982/’

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