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O desperdício energético mundial está muito menor. No ano passado foram economizados cerca de US$ 540 bilhões, revelou o mais novo relatório da Agência Internacional de Energia (AIE). As unidades de eficiência energéticas estão começando a ter um impacto positivo e foram decisivas nessa diminuição, entretanto, o órgão alerta que serão necessárias políticas públicas mais rigorosas para cumprir as metas climáticas estabelecidas no Conferência das Partes (COP21) – Acordo de Paris – durante a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).

Para alcançar as metas estabelecidas é necessário investir na “descarbonização” das matrizes energéticas e promover incisiva adoção de fontes de energia renováveis com melhor eficiência energética. No último relatório, chamado de Energy Efficiency Market Report 2016 (Relatório do Mercado de Eficiência Energética), a AIE concluiu que a intensidade energética melhorou mundialmente em 1,8% em 2015, ou seja, a quantidade de energia necessária utilizada por unidade de PIB é menor. O estudo apontou que esses ganhos são mais evidentes nas economias emergentes, principalmente na China, que obteve melhora no índice de intensidade energética de 5,6%.

Se comparar com dados do ano de 2014, no qual a melhora do índice global de intensidade energética foi de 1,5%, é possível perceber que há uma tendência mundial em diminuir o desperdício de energia. 2015 pode ser considerado um ano com desempenho expressivo devido aos baixos preços da energia disponível mundialmente pois, geralmente, energia mais barata estimula o consumo vertiginoso.

Os padrões de eficiência saltaram de 11%, em 2000, para 30% do uso global de energia em 2015. Outro dado importante revelado pela AIE é a economia de combustível. No ano passado, o consumo de petróleo diminuiu em cerca de 2,3 milhões de barris por dia, aproximadamente 2,5% da oferta mundial de petróleo.

Os dados da AIE mostram um cenário otimista, todavia, o mundo ainda precisa atingir a intensidade energética de 2,6% para bater a meta do Acordo de Paris de limitar o aumento global de temperatura em 2°C até 2050. Segundo cálculos da organização, um terço de todas as reduções necessárias para atingir as metas até 2040 devem provir da eficiência energética, portanto, haverá uma tendência cada vez maior na redução do uso de combustíveis fósseis em virtude da adoção de fontes de energia limpa, como a solar fotovoltaica e a eólica.

Horário de verão no Brasil

A previsão do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é a economia de energia com o horário de verão deste ano no Brasil chegar a R$ 147,5 milhões. A previsão deste ano está menor do que o registrado no ano passado, com redução de R$ 162 milhões. A diminuição da demanda energética no horário de pico – entre 18h e 21h – deverá chegar a 3,7% no Sudeste e Centro-Oeste e 4,8% no Sul. O horário de verão começa no dia 16 de outubro e vai até o dia 19 de fevereiro de 2017. Os estados do Norte e Nordeste ficam de fora da mudança devido à proximidade com a linha do equador, tornando essa medida menos eficiente.

Fontes:

http://www.pv-magazine.com/news/details/beitrag/world-now-far-less-wasteful-with-energy--finds-iea-report_100026430/#axzz4MgVeS7vr

https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2016/10/horario-de-verao-deve-economizar-r-147-milhoes/30428

http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2016/10/horario-de-verao-gera-ganho-de-r-147-5-milhoes

http://www.mma.gov.br/clima/convencao-das-nacoes-unidas/acordo-de-paris

Fonte imagem:

http://www.ravisolar.lk/wp-content/uploads/2016/06/ravi-solar-home-slide-3.jpg

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