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A energia solar fotovoltaica é uma fonte de energia fundamental para que o Brasil atinja a meta de redução em 43% das emissões de gases poluentes agravantes do efeito estufa até 2030 e, dessa forma, cumpra o principal objetivo do Acordo de Paris: manter o aquecimento global abaixo de dois graus Celsius nos próximos anos. Essa foi a consideração final dos participantes da audiência pública na Comissão Senado do Futuro (CSF), realizada na segunda semana de setembro em Brasília.

O debate foi aberto ao público previamente cadastrado e contou com a presença do vice-presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Hewerton Martins, do secretário de Mudança do Clima e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Everton Frask Lucero, professores e pesquisadores de diversas instituições de ensino superior do país e do presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC), Silvio de Sousa Pinheiro.

Com o tema “A energia solar como vetor de desenvolvimento social”, o público presente pôde ver levantamentos do potencial de capacidade de geração de energia solar fotovoltaica em todo território brasileiro, revelando que o país possui altos índices de irradiação solar, todavia, os estudos também apontam que esse potencial não está sendo devidamente aproveitado e estimulado. Atualmente, a energia solar fotovoltaica representa apenas 0,02% da matriz energética do país.

De acordo com Lucero, os desafios climáticos impõem novas medidas e pensamentos quanto ao desenvolvimento energético do país. Conforme a reportagem da Agência Senado, o secretário destacou a energia solar fotovoltaica como fonte de grande importância para o Brasil implementar as metas do Acordo de Paris e adotar um modelo de desenvolvimento econômico verde, de baixo carbono.

Durante as discussões, o exemplo alemão foi lembrado pelo professor da Universidade de Brasília (UNB) Rafael Shayani, que apontou o fato de que a região com maior incidência de sol na Alemanha ainda tem menos radiação solar do que a região mais nublada do Brasil. A Alemanha passa por um momento estratégico de transição energética para um modelo sustentável, apostando nas fontes renováveis de energia, principalmente na tecnologia fotovoltaica. O país europeu está abandonando as usinas nucleares e o carvão, consequentemente, deixando de emitir toneladas de gases poluentes resultantes da queima de combustíveis fósseis.

Microgeração distribuída

Dentre os desafios debatidos para ampliar a geração de energia solar no país, estão o barateamento dos custos dos equipamentos fotovoltaicos como painéis, módulos e inversores, além da oferta de novas linhas de crédito subsidiadas para empresários e potenciais consumidores investirem na microgeração solar distribuída.

“A questão do financiamento é um nó que precisamos resolver e só vamos resolver esse nó com uma decisão política”, disse o secretário de Mudança do Clima e Florestas, Frask Lucero. Enquanto isso, o presidente da comissão, o senador Hélio José (PMDB-DF), afirmou que o país precisa de um marco regulatório para o setor renovável e cobrou maior atenção do Estado à causa das energias alternativas.

O vice-presidente da Absolar disse que o investimento na mini e microgeração distribuída – na qual a unidade consumidora também é uma unidade geradora de energia – vai contribuir para a redução na conta de luz do cidadão e também com a diminuição dos gastos públicos com infraestrutura de transmissão e distribuição de energia. “Não é um projeto para o futuro, mas para o presente. Já temos capacidade de produzir, precisamos agora aumentar a escala”, afirmou.

São Paulo

Durante apresentação na Solar Power Internacional, realizada em Las Vegas, nos Estados Unidos, o subsecretário de Energias Renováveis de São Paulo, Antonio Celso de Abreu Junior, teria afirmado que se reuniu com a organização local do evento para trazer a próxima edição do Fórum Solar Future Today- América Latina para a cidade de São Paulo. De acordo com o portal da Secretaria de Energia e Mineração, os dirigentes da instituição confirmaram a edição de 2018 do fórum na capital paulista.

O secretário apresentou as ações da atual gestão no desenvolvimento do setor fotovoltaico, como as iniciativas de instalação de painéis solares em parques públicos paulistanos, uma usina solar flutuante sobre um reservatório em Rosana, além da geração de energia termo solar. O evento reuniu mais de 200 indústrias americanas de energia solar, executivos, políticos, influenciadores, líderes empresariais e investidores internacionais.

Fontes: ‘http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/09/14/energia-solar-e-fundamental-para-alcance-de-metas-do-acordo-de-paris-aponta-debate’

‘https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2017/09/comissao-debate-energia-solar-como-vetor-de-desenvolvimento-social/32645’

‘http://www.energia.sp.gov.br/2017/09/subsecretario-de-energias-renovaveis-apresenta-na-solar-power-internacional-em-las-vegas-os-projetos-inovadores-de-sp-no-setor-solar/’

‘https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2017/09/energia-solar-ganhara-novo-evento-internacional-em-sao-paulo/32589’

‘http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/09/11/energia-solar-sera-tema-de-debate-na-comissao-senado-do-futuro’

Fonte da imagem: ‘https://i1.wp.com/www.nativeamericacalling.com/wp-content/uploads/2015/05/060215-solar-power-PHOTO_SG.jpg?fit=1020%2C683’

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