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Foi realizado no início do mês uma audiência pública na Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC) que discutiu o aproveitamento de energia renováveis não hidráulicas. Os participantes defenderam mais investimentos em fontes renováveis, como energia solar fotovoltaica e a energia eólica.

Os representantes das organizações que buscam incentivos para o uso de energia renovável no Brasil afirmam que o país tem potencial para baratear as tarifas e aumentar a produção e uso de energia renovável não hidráulica por meio da ampliação da tecnologia nacional.

O Brasil possui um compromisso com a utilização de fontes alternativas de energia elétrica no combate à emissão de gases tóxicos que agravam o efeito estufa. Esse acordo foi assumido durante a 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadros das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP 21), e prevê 45% da matriz energética brasileira composta apenas por energias renováveis até 2030.

Os desafios apontados na comissão foram em relação à diminuição de custos de tarifas para o consumidor e o aumento da eficiência energéticas utilizando fontes fotovoltaicas e eólicas. Para tentar sanar esses problemas, foi apresentado algumas sugestões como:

-Liberação de linhas de crédito para consumo de energia solar, principalmente por pessoa física

-Liberação do FGTS para aquisição de sistemas de geração fotovoltaicos

-Expansão de linhas de transmissão de energia eólica

O projeto de Lei nº 696, de 2015, de autoria do vice-presidente da comissão, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), visa estabelecer um percentual mínimo de investimentos em energias alternativas por partes de empresas do setor elétrico e da indústria de petróleo. O projeto tramita na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).

Energia solar

A depender dos esforços do setor, o Brasil não irá depender apenas da energia provinda das hidrelétricas. Fontes de energia limpa como a fotovoltaica e eólica deverão superar as hidrelétricas num prazo de 25 anos, de acordo com o relatório New Energy Outlook 2016, produzido pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF).

O estudo prevê a diminuição da participação de energia provindas de fontes hidrelétricas, representando 29% da capacidade total da matriz em 2040, enquanto que, fontes solar e eólica responderão por 43%.

Coordenadora da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace Brasil, Bárbara Rubim, afirma que o Brasil precisa diversificar e descentralizar a matriz energética para reduzir as perdas de eletricidade nas linhas de transmissão.

A questão da geração de empregos também merece destaque. Com investimentos em fontes alternativas de energia limpa, é possível gerar riquezas em todas as regiões do país. Esse é o pensamento do presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), que ressalta também a capacidade de criação, em média, de 30 empregos diretos para cada megawatt gerado ao ano por meio do uso de energia solar fotovoltaica. Ele diz que, em algumas regiões do país, já é mais barato gerar a energia no próprio telhado por meio do sistema fotovoltaico do que comprar energia de terceiros.

Fontes:

http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/06/15/comissao-discute-incentivos-para-baratear-custo-de-energias-solar-e-eolica

http://www12.senado.leg.br/noticias/audios/2016/06/comissao-sobre-mudancas-climaticas-discute-energias-renovaveis

http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/123733

http://exame.abril.com.br/economia/noticias/solar-e-eolica-vao-eclipsar-hidreletricas-no-brasil

Fonte da imagem:

http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/06/15/comissao-discute-incentivos-para-baratear-custo-de-energias-solar-e-eolica

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