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A China ultrapassou a Alemanha em volume de capacidade instalada da fonte solar fotovoltaica em 2015, segundo a Associação Chinesa da Indústria Fotovoltaica. Com a instalação de mais de 15 GW de projetos fovoltaicos no ano passado, um aumento de 40% em relação ao a 2014, o gigante asiático passou a contar com uma capacidade de geração solar total de 43 GW. A Alemanha, que sempre liderou o mercado global da fonte, tem atualmente 40 GW instalados da fonte de acordo com a Agência Federal Alemã Fraunhofer ISE, elevando sua capacidade em apenas 1,3 GW em 2015.

Alcançando esse patamar, o país asiático não apenas supera a até então líder Alemanha, como também representa um quarto de toda a capacidade solar instalada no mundo. Seguindo as taxas atuais de crescimento de capacidade, a China vem instalado 10 vezes mais projetos de energia solar fotovoltaica do que a Alemanha. Mesmo consumindo mais energia que qualquer país europeu, com exceção da Rússia, a Alemanh nunca poderia ter crescimento em tais proporções por ser menor em população e território que a China. De acordo com a Administração Nacional de Energia (NEA) chinesa, o país asiático instalou 13,74 GW da fonte solar em forma de estações de energia solar, enquanto o restante consistiu em fontes de distribuição de energia instaladas em telhados e edifícios.

 O objetivo do governo chinês é que a participação de fontes renováveis em sua matriz energética chegue a 15% até 2020, já que o carvão continua sendo a principal fonte de energia do país. Segundo a Administração Nacional de Energia no país, até este período a capacidade instalada da fonte solar mais que triplicará a atual, somará 150 GW. Segundo uma das maiores agências internacionais de notícias, a Reuters, a energia solar fotovoltaica na China representa cerca de 2,85% da capacidade instalada na nação. A meta é que o país asiático alcance mais 15 GW de energia solar em 2016, segundo o chefe da NEA, Nur Bekri, em dezembro.

O secretário-geral da Associação da Industria Fotovoltaica da China (CPIA) pediu urgência ao governo chinês que tome medidas para promover o desenvolvimento do setor solar e ajudar as empresas com o financiamento. Segundo Wang, as áreas de tecnologia, pesquisa e desenvolvimento precisam de mais atenção e 2016 deve contemplar políticas relacionadas a ligação da rede de energia fotovoltaica com subsídios. De acordo como o secretário-geral da CPIA, muitas empresas de energia fotovoltaica começaram a ter lucro ano passado graças a atitude positiva do governo sobre a produção de energia verde e inovadora e de investimentos.

A partir do gráfico a cima é possível observar o crescimento da Alemanha (laranja) em instalações fotovoltaicas e o da China (vermelho), em porcentagem, num período de 20 anos (1995-2015), e a queda do custo da fonte solar (azul escuro).

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