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A carga tributária sobre veículos que utilizam energia elétrica como combustível no Brasil será reduzida. O Ministro interino da Indústria e Comércio Exterior, Marcos Jorge, anunciou que o governo vai reduzir a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos veículos elétricos e dos modelos híbridos – que possuem um motor elétrico que auxilia outro motor a combustão. A tarifa cobrada pelo IPI atualmente é de 25% e vai passar para 7%, o mesmo percentual cobrado a veículos considerados populares de motor 1.0 no País.

Os veículos híbridos e com motores exclusivamente elétricos já são isentos do imposto de importação, que tem alíquota de 35% atualmente, já que não há nenhum modelo dessa categoria em produção no território nacional. O anúncio da redução de IPI para carros elétricos e híbridos foi feito durante um evento de comemoração dos 60 anos da montadora Toyota no Brasil. A fabricante japonesa, inclusive, detém o modelo híbrido mais vendido do País e um dos mais conceituados do mundo: o Prius.

A Toyota afirmou que vai repassar a redução do imposto integralmente no preço do Prius no mercado nacional, assim que a medida entrar em vigor. Portanto, o modelo que atualmente sai por R$ 126,3 mil – com taxa de 13% de IPI – deverá ter o seu valor reduzido para cerca de R$ 118 mil – com alíquota de 7% de IPI – para o modelo de entrada. Outro modelo que poderá se beneficiar com a medida é o elétrico BMW i3, que atualmente custa aproximadamente R$ 160 mil e tem 25% de seu valor de IPI.

Outra vantagem que os veículos elétricos têm é na sua capacidade de automação. Segundo reportagem do portal Época Negócios, na opinião de especialistas, o Brasil dará o primeiro grande passo no caminho da automação quando impulsionar o mercado de veículos híbridos e elétricos. De acordo com o vice-presidente da Ford para a América do Sul, Rogelio Golfarb, a eletrificação é fundamental para o desenvolvimento da condição autônoma.

Potencial brasileiro

O mercado automobilístico brasileiro tem potencial para vender 150 mil unidades de carros elétricos ao ano – algo em torno de 7% do total de vendas de automóveis em 2016. A informação foi revelada por um estudo da consultoria Accenture Strategy, em parceria com a FGV Energia, no qual avaliou as oportunidades e desafios dos modelos híbridos e movidos somente a eletricidade no Brasil. Ano passado, somente 3.296 veículos híbridos e elétricos foram vendidos no mercado nacional, número ainda pequeno se comparado aos mais de 2,2 milhões comercializados em todo o mundo, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

De acordo com o gerente da consultoria responsável pelo estudo, Bruno Falcão, a maior adoção dos veículos elétricos no Brasil vai depender diretamente da indústria e como será feita essa transição para motores híbridos ou 100% elétricos, além da infraestrutura necessária como postos de recarga das baterias para os modelos elétricos. “O Brasil não pode ser apenas expectador das inovações da indústria automobilística”, afirma Falcão quando compara a política de subsídios da Noruega, onde a venda de modelos híbridos e elétricos ultrapassou a de carros movidos a combustíveis fósseis como diesel e gasolina após redução de impostos.

O primeiro passo, segundo o estudo, é investir na infraestrutura para suportar os futuros veículos de motores elétricos. É preciso, por exemplo, investir em motores elétricos mais eficientes, produção de baterias, inversores de potência e em infraestrutura de recarga rápida. Em São Paulo já existem 27 eletropostos para o abastecimento de veículos elétricos, principalmente no corredor rodoviário que liga Campinas à capital, segundo a Associação Brasileira de Veículo Elétrico (ABVE).

A frota mundial de carros elétricos e híbridos ultrapassou 2 milhões de unidades em 2017 e a previsão é que chegue a 13 milhões até 2020 e, em 2030, esse número atinja 140 milhões, o que representaria 10% da frota total de carros. A expectativa é de um futuro mais sustentável e de maior inserção dos veículos que não emitem gases poluentes, resultado da queima de combustíveis fósseis. O rápido crescimento das fontes renováveis de energia, principalmente da energia solar fotovoltaica – inclusive com células fotovoltaicas aplicadas à indústria automobilística – somente mostra que o mercado deverá seguir por um caminho de uma economia mais verde.

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Fontes: ‘https://epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2018/02/pais-dara-primeiro-passo-para-automacao-com-corte-de-ipi-para-carros-eletricos.html’

‘https://g1.globo.com/carros/noticia/governo-vai-baixar-ipi-de-carros-hibridos-e-eletricos-diz-ministro.ghtml’

‘http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,governo-estuda-reduzir-ipi-de-carros-eletricos-de-25-para-7,70002140216’

‘http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/01/1952910-carro-eletrico-e-hibrido-vai-pagar-ipi-de-modelo-popular-diz-ministro.shtml’

‘https://epocanegocios.globo.com/Tecnologia/noticia/2018/02/brasil-tem-potencial-para-vender-150-mil-carros-eletricos-ao-ano.html’

Fonte da imagem: ‘https://cdn.salaodocarro.com.br/_upload/content/2017/12/14/toyota-anuncia-parceria-panasonic-desenvolvimento-novas-baterias_album.jpg’

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