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O Brasil registrou o crescimento de 40% no número de microgeradores individuais de energia solar fotovoltaica em 2016, de acordo com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).  Já são mais de 2,7 mil microgeradores registrados até a metade deste ano. Para comparação, nos 12 meses de 2015 foram registrados 1,9 mil. Desse total, 48% dos sistemas estão nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Esse tipo de geração de energia realizada pelo próprio consumidor, chamada de micro ou mini geração, está em expansão no país devido as recentes mudanças na regulamentação, aprovadas no final do ano passado, que facilitam ainda mais o processo para do sistema de compensação de energia regulamentado em 2012, onde o consumidor fornece o excedente de energia gerado para a concessionária, abatendo da fatura de energia elétrica. Somente nos seis primeiros meses deste ano, o número de conexões instaladas subiu 99%, e a projeção do setor é uma alta total de 800% até o fim do ano. A Cogen (Associação da Indústria de Cogeração de Energia) calcula que a capacidade instalada some atualmente 27 megawatts (MW), e projeta que o número de microgeradores instalados chegue a 3 mil até o fim do ano.

Segundo o presidente da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), Rodrigo Sauaia, o tamanho máximo dos sistemas subiu para 5 MW e foram criados mecanismos de compensação para condomínios e consórcios. Ele destaca a tributação como uma barreira à geração de energia fotovoltaica. Hoje, 16 estados têm convênio com o Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) para a isenção do ICMS sobre energia gerada, isso resulta na redução de 20% dos custos. Entretanto, o equipamento ainda precisa ser importado, encarecendo o custo de geração.

A possibilidade de usar o FGTS para instalação de geradores fotovoltaicos, em processo de aprovação no senado, também poderá servir como estímulo ao setor. Com os recentes aumentos nas tarifas de energia, o consumidor busca novas alternativas para conter os custos. 

Os microgeradores são aqueles cuja potência instalada é menor ou igual a 75 quilowatts (kW), enquanto os minigeradores possuem potência de 75kW a 3MW. Newton Duarte, presidente da Cogen, afirma que o potencial brasileiro é muito grande e compara as potencias instaladas de Brasil e Alemanha. Segundo ele, o Brasil possui 0,1 watt por habitante, ante 490 watts/ da Alemanha. Duarte diz que o mercado alemão se desenvolveu rapidamente, em aproximadamente 15 anos, e que o mercado brasileiro pode apresentar um quadro semelhante, conforme a energia oriunda de fontes tradicionais torna-se mais cara.

A EPE (Empresa de Planejamento Energético) projeta que o mercado brasileiro chegará a 700 mil consumidores-geradores de energia solar fotovoltaica em 2024. A capacidade instalada deve chegar a 10 mil MW, somado a microgeração e os grandes parques solares.

Somente mais um leilão em 2016

A crise econômica e o aumento das tarifas frearam o consumo de energia pelas famílias brasileiras, consequentemente, há uma sobreoferta de energia no mercado. Esse é um dos motivos do cancelamento do leilão de energia de reserva previsto para este mês. Havia 10,2 gigawatts em projetos cadastrados, dos quais 9,2 gigawatts eram de usinas solares.

 Está previsto somente mais um leilão neste ano, programado para o mês de outubro, ainda sem dia definido. O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, espera esse leilão seja um pouco maior. Ele ainda destacou um projeto para levar energia solar para a Esplanada dos Ministérios, e que, no futuro, planejam utilizar energia solar em todo o Congresso Nacional.

Fontes:

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/mercadoaberto/2016/07/1787377-energia-solar-de-geracao-caseira-dobra-em-2016.shtml

http://istoe.com.br/brasil-registra-aumento-de-40-no-numero-de-microgeradores-de-energia-em-2016/

http://veja.abril.com.br/noticia/economia/crise-faz-sobrar-energia-no-pais-e-governo-cancela-leilao

http://www.brasilsolarpower.com.br/notcia-138

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