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A Alemanha injetou sua maior quantidade de capacidade solar fotovoltaica deste ano. No mês de junho foi registrado novas instalações solares que correspondem à geração de 119,423 megawatts (MW), de acordo com a Federal Network Agency (FNA). Desse total, 90, 48 MW são correspondentes a instalações fotovoltaicas menores, de micro e mini geração. Foram 5.165 novos sistemas instalados em telhados. Oito novas usinas de grande escala foram instaladas, com capacidade de 28,944 MW. Entretanto, apenas duas centrais foram inseridas na rede, fornecendo cerca de 9 MW.

O governo alemão deve manter os subsídios para instalações de painéis fotovoltaicos visando atingir a meta anual de 2.5 gigawatts (GW). No primeiro semestre de 2016, o país instalou apenas 513 MW de nova capacidade fotovoltaica.  Cinco sistemas montados em solo com cerca de 20 MW entraram em operação em maio, mas somente foram registrados em junho.

A FNA anunciou novas tarifas para o próximo trimestre, que, devido ao crescimento baixo, permanecerão nos níveis de setembro de 2015. Dependendo do tamanho e do tipo de sistema fotovoltaico, as taxas variam entre € 0,0853 e € 0,1231 por quilowatt-hora (kWh), enquanto o limite inicial máximo de receitas para sistemas maiores, cuja eletricidade é vendida por meio de marketing direto, permanece entre € 0,0891 e 0,1270 € / kWh.

Exemplo Alemão

A Alemanha continua a dar exemplo no setor de energia renovável. A meta de redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) a curto prazo são realmente levadas a sério e, com ajuda do sol, os alemães seguem na vanguarda da produção de energia solar fotovoltaica. No ano passado, Alemanha, Reino Unido e França representaram 75% das conexões fotovoltaicas na Europa, com capacidade de 5,3 GW.

Dois fatores foram decisivos para os números alemães e deixam o exemplo a ser seguido por outros países que buscam diversificar suas fontes energéticas e investir em sustentabilidade por meio de fontes limpas renováveis. O incentivo do governo é o fator crucial no crescimento da tecnologia fotovoltaica. Desde 2000, há um subsídio para quem quiser instalar placas e tornar-se um mini ou micro gerador de energia.  A energia gerada nas residências é utilizada pelos próprios geradores e o excedente vendido a outras casas. Aqueles que não utilizam energia limpa pagam uma sobretaxa nas tarifas de luz, o que compensa o incentivo fiscal e equilibra as contas do governo. Essa estratégia faz parte de uma política de governo chamada “energiewende” (guinada da energia), um conjunto de ações que visam diminuir as emissões de CO2 na atmosfera. Isso ajudou o país a aumentar em mais de 300 vezes a geração de energia solar nos últimos anos e tornar-se um dos líderes no segmento. Hoje, quase 40% das placas fotovoltaicas em operação no mundo estão na Alemanha.

A aprovação popular do projeto é outro fator importante para o sucesso do programa. Mesmo custando praticamente o dobro do valor da energia suja, a Alemanha investiu mais de US$ 17 bilhões em energia limpa. De acordo com a Federação Europeia de Energias Renováveis, mais de 65% dos geradores são indivíduos ou comunidades, ou seja, a sociedade civil enxergou os benefícios da energia solar. Há também o medo da energia atômica, principalmente depois do acidente em Fukushima, no Japão. Em 2010, 20% da energia alemã era de usinas nucleares. Com o compromisso de desligar todas as usinas nucleares até 2022 e cortar as emissões de CO2 pela metade até 2020, a Alemanha deve continuar investindo em fontes renováveis e sendo exemplo para o mundo.

Fontes: http://www.pv-magazine.com/news/details/beitrag/germany-adds-nearly-120-mw-of-pv-capacity-in-june-_100025623/#axzz4GFsllF2f

http://www.techitt.com/alemanha-adiciona-cerca-120-mw-capacidade-solar-fotovoltaica-junho/

 http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI314126-18537,00-ALEMANHA+BATE+RECORDES+DE+PRODUCAO+DE+ENERGIA+SOLAR.html

http://suaenergiasolar.com.br/os-7-paises/

http://www.pv-magazine.com/news/details/beitrag/solarpower-europe--2015-was-a-very-good-year-for-solar_100023521/#axzz41r9PCBnl

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