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            No norte da África, na cidade de Ouarzazate, em Marrocos, um projeto ambicioso de quatro grandes usinas de energia solar híbrida está em andamento desde o ano passado. O complexo, que irá incluir sistemas baseados em energia solar fotovoltaica, bem como na tecnologia de geração de energia solar térmica, terá capacidade de gerar 580 MW de energia, o suficiente para o fornecimento de um milhão de casas até 2018, segundo o Banco Mundial. Com um investimento de US$ 9 bilhões até 2020 e área de cerca de 117 km², a instalação será equivalente ao tamanho da segunda maior cidade marroquina, Rabat.

A primeira usina do complexo, denominada Noor 1 (Luz 1, em árabe), em funcionamento desde dezembro de 2015, tem capacidade de 160 MW e já é considerada a maior usina solar do mundo, com 30 km² de área. As próximas fases do projeto, que incluem a Noor 2 e 3, devem se seguir ao longo de 2016 e 2017. Para a última usina, a Noor 4, a Agência Marroquina de Energia Solar (MASEN), responsável pelo complexo, abriu um leilão público. Estima-se que as usinas irão reduzir as emissões de carbono em 522 mil toneladas por ano.

O projeto, denominado Noor-Ouarzazate, contribuirá em 18% na geração anual de eletricidade no país, e faz parte do Programa de Energia Solar de Marrocos, que visa instalar 2 GW de capacidade de energia solar até 2020. O programa inclui a implementação de cinco projetos de energia solar distribuídos por uma área de 10 mil hectares. Toda a instalação é resultado da meta anunciada em 2015 pelos governantes de Marrocos na conferência sobre a mudança climática (COP 21), em Paris, de gerar 52% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis até 2030, reduzindo significantemente a dependência do país em combustíveis fósseis.

Atualmente Marrocos tem escassas reservas de petróleo e gás, e é o maior importador de energia do Oriente Médio, recebendo de fora mais de 97% de toda a energia consumida, de acordo com o Banco Mundial. Diante desse cenário, será exigido do país investimentos em trocas comerciais e boas práticas de negociação já que os marroquinos invertem a posição de importadores de energia para exportadores. O governo de Marrocos anunciou recentemente uma parceria para instalar sistemas de energia solar em mais de 17 mil casas da área rural do país. A nação africana é um dos três principais mercados do Oriente Médio e Norte da África para o investimento de energia renovável nos próximos 10 anos e também será sede da Conferência do Clima de 2016 (COP 22).

O lançamento do projeto de construção foi oficialmente feito pelo Rei de Marrocos, Mohammed VI, em 2013

Usina solar Noor I, em Marrocos

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