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Somente 1% do aproveitamento solar fotovoltaico do deserto do Saara seria o bastante para fornecer energia elétrica para todo o mundo. Essa informação foi revelada pelo PhD, professor e especialista em matérias nucleares e ciclo de combustível nuclear Mehran Moalem, em entrevista para a Forbes. O especialista afirma que o grande deserto é primordial para a energia solar devido a fatores como tamanho territorial, índice de incidência solar e duração de mais de 12 horas dessa incidência por dia.

O uso mundial de energia em 2015, incluindo todas as fontes – hidrelétrica, carvão, óleo, nuclear e renováveis –, foi equivalente a 13 milhões de toneladas de petróleo, ou 17,3 terawatts (TW) de potência contínua durante o ano. Dessa forma, segundo Moalem, se cobrisse uma área de 355 km por 355 km com painéis solares, independente de utilizar a eficiência moderada, iria fornecer mais de 17,4 TW de potência. O deserto do Saara tem uma área de 9.065.000 km², equiparando-se ao continente europeu e aos Estados Unidos, e superando países continentais como Austrália e Brasil. Portanto, o especialista afirma que 1,2% dessa área seria o necessário para suprir todas as necessidades energéticas mundiais. O custo desse projeto é de cerca de US$ 5 trilhões, algo em torno de 10% do PIB mundial no ano passado. De acordo com o especialista, não existe nenhuma forma de outras fontes de energia, seja carvão, petróleo, eólica, geotérmica ou nuclear, competirem com a tecnologia fotovoltaica.

O local da proposta fica bem na linha do Equador, onde há poucos, ou quase nenhum dia nublado durante o ano. Outro fator decisivo é o preço baixo do terreno no deserto, principalmente por não ser utilizado, nem habitado. O especialista aponta que, assumindo uma densidade de potência média anual de 155 watts/m², os valores de pico variando de 1350 a 1370 watts/m² representam um fator de capacidade de 11%. Considerando 12 horas por dia de incidência solar, e índices de eficiência das placas fotovoltaicas atuais superiores a 22%, o valor médio é executável.

Moalem diz que não há futuro em outras fontes de energia, e que em trinta anos a energia solar irá substituir tudo. O custo de 1 gigawatt (GW) elétrico de uma usina nuclear é de aproximadamente US$ 3 bilhões. Dessa forma, o custo de 17,3 TW de energia nuclear será de US$ 52 trilhões, logo, dez vezes maior do que a energia solar e oferecendo riscos enormes à segurança.

Não há riscos ao ecossistema do deserto ao utilizar sua área para usinas de energia solar fotovoltaica. Como seria necessário somente 1% do Saara africano, é um espaço insignificante em comparação ao próprio deserto e a outros ao redor do mundo. Esse projeto iria somente beneficiar a população mundial e diminuir os índices de poluição atmosférica gerados pela produção de energia convencional.

Energia no deserto

Entrou em operação no início de 2016, depois de uma série de atrasos, maior planta solar do mundo, a usina de Noor, em Marrocos. Com capacidade de produção de 160 megawatts (MW) e abastece cerca de 650 mil pessoas. O projeto já visa aproveitar das singularidades do território para gerar energia, e, quando estiver completa, em 2018, deverá apresentar capacidade de geração de 580 MW e suprir as demandas energéticas de mais de 1 milhão de pessoas. O projeto custou em torno de US$ 2 bilhões e faz parte de um plano de construção de plantas solares para exportação de energia solar fotovoltaica.

Fontes:

http://www.forbes.com/sites/quora/2016/09/22/we-could-power-the-entire-world-by-harnessing-solar-energy-from-1-of-the-sahara/#72aa5e693e5b

http://istoe.com.br/446384_ENERGIA+NO+DESERTO/

http://www.technologyreview.com.br/read_article.aspx?id=49281

Fonte da imagem:

https://www.yahoo.com/tech/morocco-turns-become-world-largest-164149073.html

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